O aviso da gnose utópica
Sempre estive a pá das ideias
Ou melhor, somos dois
Mas, de mim, nunca houve epopeia
Explicarei, portanto, pois
Por meus pecados
Serei degolado
Por se fazer evitado
Um solo dourado
Pra ressoar
"Sua razão não
Não há razão, não"
Ouvi gritar
"Nossos ideiais
Sempre são reais"
Todos são iguais
Aqui nessa grã-nação
Sem eu jamais
Parar a revolução
Por fim, não desejo a vossa utopia
Mas aceitar a infeliz distopia
Tão banal quanto uma pia
Olha só, que ironia
Hei de tossir essa bela fumaça
Ou melhor, tossir as desgraças
Que os líderes pedem que faças
Uma piada sem graça
Pois tu não és Ave Maria
Para ter tamanha graça
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