O tribunal delirante

     Era uma noite de sábado, cerca de 13 horas da tarde, quando um cavalo estava sendo julgado em um tribunal. Como qualquer animal aquático, ele estava voando próximo da porta inexistente. O juiz, que era um peixe, bate o martelo, falando:

–Silêncio no tribunal(inexistente)!

     Os ventos que corriam nas esteiras da sala começaram a gritar, e o peixe continuou:

–Hoje, nós do tribunal T.T.R.Q.N.M.A.A.D.N.P.I.Q.L.T.T.R.Q.E.Q.V.L.A(Tribunal Tão Ruim Que Nem Merece A Atenção De Nenhuma Pessoa Influenciável Que Lê Textos Tão Ruins Quanto Esse Que Você Lê Agora) julgaremos esse cavalo da espécie Homo sapiens sapiens, que está sendo acusado de comprar alimento. Alguma coisa a dizer?

      O cavalo vestiu um terno e disse:

–Meu caro senhor, posso dizer-te que o prato de comida custava R$89 e 11 ienes, comigo pagando R$89 e 12 ienes.

–Por que pagou esse valor, então? –perguntou o peixe.

–Eu não tinha moedas o suficiente para 11 ienes, mas sim para 12.

     O cavalo pegou, de seu bolso, a duologia de Dom Quixote, e arremessou-a na cara do juíz. O peixe, portanto, engoliu os livros e falou:

–Você está liberado, meu companheiro. Irei virar um cavaleiro.

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