O eco do Rio Vermelho
"Nesse vale de onde vais partir
Sentirei saudades de teu sorriso formoso.
Pois dizem que levarás contigo a luz do sol
Que iluminava meu caminho, sempre radioso."
Essa era a primeira estrofe de uma música que um musicista cantava, ao lado do túmulo de sua antiga noiva, em um dia dos namorados, antes de falar daquele dia especial. Após cantar a música inteira, largou o violão e, pegando um buquê de flores, ajoelhou-se ao lado do formoso túmulo.
—Sei que não podes me ouvir, minha cara Izabel... —ele falou, antes de colocar o buquê de rosas e tulipas ao lado do túmulo — ...Mas quero que receba isso aí no Céu.
Ao levantar-se, voltou a pegar o violão e tocar o refrão da música supracitada.
"Fica ao meu lado se tu me amas.
Não se apresses em dizer adeus.
Lembra-te do Vale do Rio Vermelho
E do caubói que te tem um amor verdadeiro."
E foi-se embora o musicista.
Quando estava distante o suficiente, uma mão fantasma pegou o buquê deixado pelo músico. Após erguê-lo, o resto do corpo se tornou visível a quem quisesse admirar(ou seja, mais ninguém). Belíssima moça pálida, que faleceu tempos atrás, aspirou o perfume das belas flores e as abraçou contra o peito, como se abraçasse o próprio músico.
—Obrigada... —sussurrou consigo mesma antes de entrar no túmulo novamente, a tal alma de Izabel.
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