O caso do chapéu natalino

Era uma noite de Natal quando Lawrence foi chamado para a casa de Richard, seu grande amigo na área de criminologia. Saiu de casa naquela grande nevasca e, depois de 20 minutos(mais ou menos), chegou à rua Baker, onde o criminólogo morava. Ao entrar, Lawrence viu um chapéu velho e rasgado na mesa de seu amigo, que estava sentado à mesa, com lupa e pinça.

–Desculpe-me incomodar, Richard. –Lawrence falou, entrando na sala.

    Sem fitá-lo diretamente, Richard respondeu:

–Você chegou em uma boa hora, meu caro amigo.

    Lawrence aproximou-se da mesa, olhando atentamente para o chapéu. Era feito de couro, com algumas partes desfiadas nas bordas, o que ele deduziu que aquilo era obra de Richard. Era de um tom marrom escuro, de cor semelhante à de pinheiro. Há uma fita branca no meio. Todos esses detalhes pareciam familiares a Lawrence, apesar de não se lembrar com clareza.

–Então...o que tem esse chapéu? –Lawrence perguntou.

–Um grandioso homem desconhecido perdeu-o na rua nessa madrugada, e esperei-o buscar. Até coloquei um anúncio no jornal. –Richard respondeu.

    Lawrence estendeu a mão, mas perguntou antes de tocar no chapéu:

–Posso pegar?

     Richard permitiu. Com o chapéu nas mãos, Lawrence verificou se havia alguma etiqueta no chapéu, confirmando no interior do chapéu. Estava escrito "Para Sr. Barley Smith".

"Barley Smith...", Lawrence pensou, "Pera, esse é o nome do meu pai!"

–Richard...onde você encontrou esse chapéu? –perguntou, sem fitá-lo diretamente.

    O amigo virou o rosto e respondeu:

–Na rua Abbey.

     Ligando os pontos, Lawrence concluiu:

–Esse chapéu é do meu cunhado analfabeto.

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