A dualidade fúnebre

      No funeral do gato de Schrödinger, pessoas lacrimejavam rios de lágrimas diante do túmulo do animal, incluindo o próprio Schrödinger. Em certo canto daquele cemitério, na sombra ofuscante de uma árvore, observava-os um gato preto de olhos amarelos(que pareciam a polpa de uma laranja). Era o próprio gato de Schrödinger.

–Acho que realmente estou vivo e morto ao mesmo tempo. –Ele falou a si mesmo, antes de se aproximar da multidão e sentar-se na cova.

    Ao realizar tal gesto, as pessoas se assustaram com a figura e fugiram(incluindo o dono do gato), pensando ser um espírito.

–Que hipócritas. –Ele falou. –A maioria deles eram colegas de Erwin Schrödinger.

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