As canções de um sonho agostino
Sabem aqueles momentos em que você está em um certo cenário em determinado acontecimento e pensa "Eu já não vi essa coisa coisa antes?" mesmo aquela coisa nunca acontecendo anteriormente? Bem, as pessoas chamam isso de déjà vu, especialmente quando nenhuma coisa estranha precede a experiência. Em certos casos, eu chamo de "premonição", e tenho uma história pessoal para argumentar isso.
O dia era 18 de agosto de 2023, uma sexta-feira. Eu não iniciarei esse relato na manhã ou na tarde desse dia de inverno, mas sim na madrugada desse dia, em um dos meus últimos sonhos do meu sonolento sono. Nele, eu estava na quadra do colégio, agachado e com um ponto de vista limitado, fixando-se em um dos cantos do lugar. Haviam algumas pessoas no cenário, mas pintadas de cinza por não serem tão importantes. Essa tela permaneceu por um tempo, até que uma garota, que era uma conhecida de vista, aparece em minha visão e fala "Nós nos veremos mais tarde". Depois disso o sonho acaba, assim como o meu sono.
Eu tive uma manhã e uma tarde normal; fui à clínica onde eu frequentava e ao colégio, mas aquele sonho não saía da minha cabeça(assim como uma música chiclete). Eu não havia visto aquela garota do sonho(sim, ela estuda no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Montes Claros). Mas a situação mudou naquela noite.
Depois que eu voltei para casa, a minha mãe falou que iríamos à festa do Catopê, que é uma das minhas favoritas do município. Então eu tomei um banho rápido e vesti uma roupa adequada. Fomos rapidamente ao local da festa, na Praça Doutor Chaves(onde sempre ocorreu o evento anual).
Era uma festa tradicional do município de Montes Claros. As músicas eram alegres, e as ruas movimentadas. Não comentarei muito sobre o cenário para não desviar o foco do texto. Enquanto estávamos andando próximos de algumas barracas, vi aquela garota daquele estranho sonho de horas atrás. O meu corpo pode não ter estremecido, mas a minha mente sim. Vi um flash rápido do sonho antes de voltar à vida real, e tentei ignorar a presença. Se eu estou escrevendo isso, é porque não esqueci.
É estranho acreditar, sendo quase o roteiro de um estranho filme das últimas décadas, mas garanto que isso é real. Poucos dias depois, relatei isso a algumas pessoas(eu não duvido que elas já tenham se esquecido).
Em suma, desconfiem de seus sonhos.
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