O livro de Asakura
Relacionado a: "O silêncio de Chinmoku". Esse conto pode ser lido de forma independente, mas a leitura do conto anterior pode fornecer mais contexto e profundidade à história.
Quando falamos em pessoas com ansiedade social, muitos pensam que, por conta dessa dificuldade, ninguém ama-a de facto(nem mesmo os pais). Vocês se lembram de "O silêncio de Chinmoku"? Então, virei a contar-lhe essa história, mas nos olhos de uma outra pessoa, um rapaz chamado Sho Asakura, colega de classe de Shiina Chinmoku.
Era uma manhã tranquila para o rapaz de cabelos castanhos longos e, em sua casa, terminava a terceira lauda de um trabalho que o professor dera no colégio(um resumo da Revolução Russa) enquanto se esquentava no calor do estranho outono e obtinha informações sobre o conteúdo através de um livro da biblioteca.
"Deveria mesmo fazer calor no outono?", ele se perguntava seriamente, pensando em ir à soverteria após terminar o manuscrito.
Após alguns belos minutos, Asakura terminou de escrever o resumo e, fechando o livro e o caderno, ele se levanta da cadeira onde estivera sentado nas últimas horas. Pernas molengas...haviam adormecido por conta da falta de movimento. Após recuperar o movimento, o rapaz tira o pijama e veste uma blusa roxa e bermuda jeans, além de uma máscara(ele estava gripado naquela manhã). Pegou o livro e a carteira, e saiu de casa.
Para a biblioteca ou para a sorveteria? Essa era uma boa pergunta para ser feita agora. Se Sho pudesse, ele não comeria nada além de sorvete, mas também precisava devolver aquele livro à biblioteca, já que o serviço foi feito efetivamente. Desistindo de pensar, ele pegou uma moeda do bolso e, com o jogo de "Cara ou Coroa", decidiu para onde iria primeiro. Caiu a face de cara para cima, logo o seu primeiro destino seria a soverteria.
No local, ele se sentou a uma mesa e ficou esperando o atendente atendê-lo. Não foi demorado o seu atendimento, sendo a sua escolha uma casquinha de Oreo. Depois que o atendente voltou para trás do balcão, o jovem tirou a máscara, desabafando para si mesmo:
-O quão ruim poderia estar a minha vida, ein? Adoecer logo no dia do aniversário(sendo isso um sábado de fevereiro) e ter que fazer trabalho de uma matéria chata...
Enquanto esperava, ouviu o sino da porta da soverteria soar e, observando a porta, viu entrarem um homem de meia-idade, mas bem-vestido, e uma certa conhecida: Shiina Chinmoku.
Nessa hora, Sho se surpreendeu.
"Sério!? Ela realmente tá aqui!?", pensou.
Os seus amigos mais íntimos já lhe contaram sobre aquela garota, dizendo que a voz dela era tão linda que ninguém era digno de ouvir...Sho chamava isso de "Ansiedade social", mas ok.
Aquelas duas pessoas caminhavam pela soverteria, escolhendo o melhor lugar disponível. E adivinhem onde eles sentaram? Na cadeira atrás de Sho Asakura. A alma dele quase saiu pela boca quando viu aquela jovem de cabelos escuros passar em seu lado.
Quando o seu sorvete chegou, o rapaz esperou a Shiina ou o homem(que supôs ser o pai dela) dizer alguma palavra, mas nada ouvira, se apressando a tomar o sorvete antes que derreta e deixando o dinheiro da conta na mesa.
Ao se levantar e ir à porta, Sho conseguiu ouvir o sr. Chinmoku perguntar para Shiina:
-Então...sobre o que é o trabalho?
Infelizmente, Sho não conseguiu ouvir a resposta por ter saído antes da garota falar. Agora ele iria à biblioteca devolver o livro.
Caminhava e caminhava tranquilamente, e, após 15 minutos, chegou à biblioteca da cidade. Verificou os próprios braços e a mochila. Droga, ele esqueceu o livro na soverteria! Mais 15 minutos voltando à soverteria e mais 15 minutos indo à biblioteca. Procurou o local onde o livro estava antes de pegar e, quando conseguiu deixar o livro na estante, uma mão fria é sobreposta à sua. Ao ver a pessoa, viu que era Shiina Chinmoku.
Ambos ficaram envergonhados pelo acontecimento repentino, com Shiina tremendo e Sho apenas pálido e duro feito uma estátua de pedra-sabão. Os dois se distanciaram em direções opostas, e Sho saiu da biblioteca rapidamente.
Podemos chamar isso de missão concluída?
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