Bem-vindo à cabana: ocupação inesperada
Era uma manhã pacífica em um grandioso litoral, onde Matsu, John e Ralph moravam em uma pequena cabana. Matsu comia panquecas desajeitadamente à mesa, sujando os lábios com a massa do alimento. John lia o jornal do dia sentado no sofá da sala. E Ralph assistia um filme de crimes pelo celular, usando fones de ouvido.
-Ei, caras. -chamou Matsu, apontando o garfo para John e Ralph -Está um dia chato, não? Que tal fazermos algo depois de terminar isso?
Ralph tira um dos fones, processando o que ouvira.
-Bem...talvez, Mattie(esse é o modo que ele a chamava). Não seria uma má ideia. -ele respondeu.
Ouve-se John virando a página do jornal, dizendo:
-A previsão do dia fala que as chances de chover hoje são as maiores da semana.
-Mas hoje é segunda-feira -Mattie fala, pondo o garfo na mesa. - e é verão. Uma época majoritariamente seca. -ergueu a sobrancelha.
-Pode ser uma grandiosa surpresa, Ma, mas é o caso. -John respondeu.
As atividades continuaram normalmente, até que alguém bate à porta. Ralph abriu-a. Era sua irmã mais velha, que deixaria o filho dela naquela cabana naquele dia, por conta do árduo serviço que teria pela frente. O bebê nem entrou que Matsu reclamou:
-Um bebê!? Sério isso!?
-A minha irmã terá um dia ocupado pela frente. -Ralph respondeu-a.
-Que chato, ein? -Matsu falou.
Ralph sorriu levemente, e põs a mão na própria nuca.
-Não era você que propôs fazermos algo hoje? -perguntou.
-Cala a boca, cara. -Matsu respondeu.
Naquela primeira parte do dia, John e Ralph conseguiam, em certo ponto, responsabilizar-se pelo bebê, com experiências com sobrinhos e irmãos. Matsu é a única que teve problemas com a criancinha de poucos meses. Em certo momento, o bebê começou a chorar. John supôs que ele esteja com fome, e Ralph confirmou.
-Ele ainda não pode comer comidas sólidas. -falou Ralph, fitando Matsu.
Matsu também fita Ralph.
-Por que tá me olhando, cara? Eu sempre fui filha única. -falou.
-Coloque alguma coisa no liquidificador. -Ralph clareou a situação, enquanto o bebê continuava a chorar.
Matsu levanta o bebê e leva-o à cozinha.
-É pra pôr comida, não o bebê. -falou Ralph.
Matsu colocou a criança no chão e, sob recomendações de Ralph, pôs banana, maçã e pera no liquidificador, colocando para bater. O bebê comeu a papinha bem.
As horas se passaram, com Matsu se adaptando com o bebê. Às 18, a irmã de Ralph foi buscar o bebê na cabana. A criancinha despediu-se das pessoas.
-Nãããão! -Matsu gritou quando a porta de fecha.
John toca o braço de Ralph com o cotovelo.
-Acho que ela gostou. -ele falou.
-Concordo. -Ralph respondeu.
E o resto da noite foi tranquila.
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