A coincidência maravilhosa

       Era um simples mês de novembro em determinada fazenda do interior. No curral, estavam diversas espécies de animais domésticos, como cães, vacas, patos e cavalos. Todos estavam em paz, aproveitando o momento e o tempo ameno de fim de ano.

-Então...por que o fazendeiro precisou de você mais cedo? -perguntou um cachorro, com uma voz habitualmente alta, ao cavalo.

-Ainda não se lembra que chamam o nosso fazendeiro de "Seu Jorge"? -o cavalo deu uma espécie de sermão, com uma voz velha, que coincide com a sua idade real -Ele precisava levar o leite para a zona urbana. Você viu ele ordenhando a Marigold ontem de tarde.

-Ah...tudo bem, Benjamin. -compreendeu o cão.

     Em certo canto daquele lugar, estavam dois porcos, Julian e Napoleão. Esse primeiro estava comendo as sobras de alimento, tão focado que nem ouviu a conversa dos outros animais.

-Sabe, Napoleão...na época de novembro e dezembro, o nosso fazendeiro sempre nos dá o dobro de comida. -ele comenta.

-E não é na mesma época em que ele levava um de nós(porcos) para casa, e por isso só sobrou nós 2 aqui? -perguntou Napoleão.

-Sim...se isso for uma coincidência, é uma coincidência maravilhosa. -Julian comentou.

    Napoleão se sentou na palha, raciocinou um pouco e respondeu:

-Isso está suspeito demais para ser uma coincidência.

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