Quando uma noite valeu por 16 anos

           No quarto de um apartamento, em uma certa noite de sábado, estava Johnny clicando rapidamente as teclas de seu notebook, escrevendo algo que será, algum dia, um livro o qual se orgulharia de escrever. Uma coisa questionava-se: como determinará o fim daquilo?
         Atrás de si, abriu-se um portal atrelado ao espaço-tempo e uma pessoa vêm à sua realidade. Era nada mais nada menos que si mesmo, mas 16 anos mais velho. O Johnny do presente virou-se com a cadeira com rodinhas, e, não parecendo surpreso, pergunta:

-O que veio fazer aqui?

-Eu vim te alertar sobre o livro que está escrevendo, intitulado "O tempo mata, mas não dói". -falou a sua versão do futuro. -Era para ser um livro de 400 ou 500 páginas, mas acabei transformando em um livro 10 vezes maior que a Bíblia.

      De facto, o Johnny do presente ficou surpreso. E perguntou:

-E por que veio aqui nesse momento, aliás?

-Mate todos os personagens quando puder. -aconselhou a sua versão do futuro, antes de voltar à sua respectiva era.

       Poucos dias depois, Johnny terminou de escrever "O tempo mata, mas não dói", com 458 páginas.

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